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A tua profissão não está aqui? A maioria das pessoas que a compram limita-se a gravar as próprias reuniões, e a promessa é a mesma: nada do que gravas sai do telemóvel.

Respostas diretas

O que têm em comum estas dez profissões?

Há outra pessoa na gravação. Um cliente, um doente, uma fonte, um aluno, uma testemunha: nenhum deles escolheu o software, e todos ficam no ficheiro. O dever sobrevive à reunião, e uma cópia no servidor de outra pessoa também.

Partilham também as condições. Prisões, hospitais, caves, aviões, trabalho de campo e escolas rurais: uma app que precisa de ligação para te devolver qualquer texto falha precisamente onde este trabalho acontece. E para as dez, a transcrição é o trabalho, não um extra simpático, por isso tem de se poder pesquisar, editar e exportar.

Em que é que o Just Transcribe falha para as dez?

Seis coisas, repetidas em todas as páginas. Sem legendas em direto, porque a transcrição acontece depois da gravação e não enquanto alguém ainda está a falar. Sem sincronização nem espaço de trabalho partilhado: os ficheiros vivem num só dispositivo. Sem arquivo de conformidade: sem prazos de conservação, sem legal hold, sem revisão supervisionada. Sem cadeia de custódia, por isso serve para as tuas notas e não para uma prova. Sem recuperação, porque não há servidor a guardar uma cópia de segurança. E não há versão para Windows nem versão web: funciona em iPhone, iPad, Mac, Apple Watch e Android, e a app para Mac precisa do macOS 26 ou posterior.

Mais uma, que não é culpa da app: manter o áudio no dispositivo faz do dispositivo o ponto fraco. O código do dispositivo, o Face ID e a encriptação do dispositivo são aqui o modelo de segurança, não extras opcionais.

Isto não é só marketing disfarçado de dez páginas?

Em parte, sim. Existem porque as pessoas pesquisam a própria profissão, e prefiro que encontrem uma página que diga os limites do que uma que os cale. O que posso fazer é tornar verificável cada afirmação: o que a app faz está na ficha técnica (em inglês), com fontes, e cada página daqui tem uma secção sobre o trabalho que ela não sabe fazer.

A minha profissão não está na lista. Isso quer dizer que a app não é para mim?

Não. Estas dez foram escolhidas porque têm um dever de confidencialidade que torna o argumento claro, não por serem as únicas a usá-la. A maioria das pessoas que a compram grava as próprias reuniões, aulas ou ideias e simplesmente prefere não entregar o áudio a uma empresa. Se nenhuma das dez encaixar, a comparação faz a pergunta ao contrário.

Transcrever no dispositivo quer dizer menos precisão?

Quer dizer que o modelo tem de caber num telemóvel. Há vinte e um à escolha e a diferença é real: o mais pequeno é rápido e tosco, os grandes são bastante melhores, e quatro perguntas na app indicam-te o que serve para o teu idioma e a tua gravação. Com fala normal numa gravação razoável, os modelos grandes estão ao nível dos serviços na nuvem. Numa reunião ruidosa a quatro, numa sala com eco, nada fica bem, no dispositivo ou fora dele.

Posso provar à minha equipa de compliance que nada é enviado?

Podes testá-lo tu mesmo, o que vale mais do que uma prova dada por mim. Descarrega um modelo por Wi-Fi, põe o telemóvel em modo de voo, depois grava e transcreve. Se sair texto com todas as ligações desligadas, o modelo correu no dispositivo. O rótulo de privacidade da App Store diz «Dados não recolhidos», e a página da privacidade avançada explica o modo que também apaga o áudio a seguir.

Quanto custa por posto?

Nada, porque não há postos. A app descarrega-se grátis com dois modelos de voz incluídos para sempre. O desbloqueio completo custa EUR 9,99 uma vez por conta Apple, não por mês nem por utilizador, e é restaurado nos teus próprios dispositivos. Não há plano de equipa, nem licença por volume, nem fatura para ir buscar, o que é prático até ao dia em que o teu departamento de compras pede uma.